terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Atividade realizada no curso e depois aplicada na instituição de ensino onde atuo

No curso de FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES EM TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ACESSÍVEIS, que eu e demais colegas estamos cursando, temos a possibilidade de conhecermos várias tecnologias assistivas, e em uma das atividades do curso tivemos a oportunidade de conhecer o programa DASHER, achei o programa interessantíssimo, porém fiquei frustrada no início devido a grande dificuldade de entender a lógica do mesmo e também com a minha coordenação viso-motora e noção espacial que não contribuiram muito, fiquei duas horas para conseguir escrever toda a frase que foi proposta pela atividade, assim que eu fui pegando o jeitinho consegui conclui a mesma. Depois fui fazer novamente o mesmo exercício e o realizei num tempo bem menor. O programa é bastante envolvente e é super válido para as pessoas que possuem uma limitação motora que só dê para usar o mouse, no meu caso, no momento eu não atendo nenhuma criança que tenha um alto grau de comprometimento motor, mas mesmo assim, percebi que há outras possibilidades de usar esse programa no meu cotidiano com a intenção de alcançar objetivos diversificados. Sendo assim, utilizei o programa, conforme o relato da atividade citada anteriormente e como foi visto obtive um resultado satisfatório.

Atividade realizada na escola depois de conhecer o programa Dasher em atividade do curso de formação

Atividade realizada com uma aluna usando Tecnologia Assistiva

A. Conhecendo a aluna

Sérieque cursa: 2ª série do Ensino Fundamental

Data de Nascimento: 09/09/2000

Trata-se de uma aluna cadeirante com diagnóstico de mielomeningocete com hidrocefalia corrigida, apresentando dificuldade na noção de espaço e tempo, atenção, em fixar informações, em estabelecer comunicação verbal, necessitando de um trabalho voltado para obter uma locomoção qualitativamente melhor, possui ótima ambientação ao meio líquido. No momento J. encontra-se no nível silábico da psicogênese da língua e escrita. E a partir do número 11 só reconhece por memorização, se os numerais estiverem fora da ordem não os identifica.

2. Descrição da atividade planejada pelo professor

A atividade pensada fará uso do programa Dasher, escolhi este programa, não porque a aluna possui dificuldade na coordenação motora fina, mas porque observei nele uma possibilidade de explorar com J. as noções de: espaço, atenção, memorização, agilidade, percepção, diferenciação figura -fundo, acompanhamento visual, persistência, escrita de palavrinhas simples e reconhecimento e composição de numerais. Essas habilidades são necessárias para a alfabetização e aquisição da leitura e escrita, e como J. está no nível silábico, acredito que o mesmo poderá ajudá-la no seu processo de alfabetização.

Sendo assim, inicialmente explicarei para J. como funciona o programa, farei demonstrações e logo depois a deixarei manipulá-lo, pedirei a mesma para que: componha o seu nome, escreva as palavrinhas do jogo da memória da família da letrinha V (vaca, vela, violeta, vaso, ovo, uva) e componha os numerais de 11 a 15.

B. Reflexão sobre a experiência:

1. Dúvidas, facilidades e dificuldades no manuseio da tecnologia por parte do aluno:

A aluna no primeiro dia teve muita dificuldade em manipular o mouse e em conseguir manter as letrinhas ao centro para montar as palavras e/ou numerais, no segundo dia ela já conseguiu formar seu nome e três das palavras que foram propostas (uva, ovo, vela). No terceiro dia ela conseguiu compor os números de 11 a 15, mas antes tive que fazer com ela uma atividade de reconhecimento dos numerais, e mesmo assim, no decorrer da atividade tive que fazer intervenções para que ela lembrasse de cada nome dos numerais, e essa dificuldade ela já traz consigo por algum tempo, pois ela não consegue fixar o nome dos numerais, só sabe os nomes se os mesmos lhe forem mostrados de forma sequenciada, se estiver fora de ordem, ela não consegue, e com a atividade do Dasher, fiz a opção de utilizar os numerais fora de ordem, por isso tive que fazer mais intervenções e com isso ela conseguiu cumprir o que foi solicitado em relação aos numerais e aprendeu a utilizar o programa, pois ela se interessa por tudo que está relacionado ao computador.

2. Análise da produção do aluno: (qualidade do trabalho; estratégias, raciocínios, conceitos envolvidos...)

De um modo geral achei que a J. se saiu bem, no primeiro dia tive que dar a ela uma assistência maior com relação à manipulação do mouse e a noção espacial para compor as palavras indicadas, mas nos outros dias ela foi ficando mais independente no que se refere ao trato com o programa, fiquei muito feliz dela ter conseguido se concentrar, ter tido persistência para realizar a atividade, com relação aos numerais eu tive que fazer intervenções constantes para que ela lembrasse de seus nomes e conseguisse realizar a composição dos mesmos. Já com as palavrinhas que ela montou eu apenas precisei fazer os sons para ela digitar com o mouse todas as letras correspondentes, ela só não fez as outras palavras propostas devido ao fato do computador utilizado por mim, ter de ser dividido com mais duas profissionais e no fim de ano todas nós temos que fazer muitos documentos e aí tive que passar o computador para as colegas, mas os momentos que tivemos oportunidade de estarmos em contato com o programa foi ótimo e ela aprendeu a manipula-lo.


3. Conclusões: (pertinência da atividade, considerações e comentários adicionais, etc )

Acredito que a atividade foi muito boa, adaptei o uso real do programa que seria o de utilizar o mouse para digitar servindo de auxílio para pessoas que possuam alguma limitação motora severa, e planejei uma atividade que atendesse as necessidades de uma aluna que eu atendo e percebi que com o outro olhar e uma outra forma de usar o Dasher consegui obter resultados satisfatórios, se eu tivesse um computador disponível para usar com meus alunos acredito que os resultados seriam bem melhores, mas como as coisas não são do jeito que queremos, vamos procurando nos adequar a nossa realidade.

Entrevista com Teófilo Galvão que desenvolve nas Obras Sociais Irmã Dulce na Bahia um programa de Informática na Educação Especial.

http://www.galvaofilho.net/tvescola.pdf
Teófilo Galvão é Mestre e Doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia, especialista em "Informática na Educação" e engenheiro. Atualmente desenvolve Pós-Doutorado na Universidade Federal da Bahia (com apoio PNPD/CAPES). Tem atuado como pesquisador e consultor nas áreas de Tecnologia Assistiva e de Educação Inclusiva, e como professor em diferentes cursos de graduação e pós-graduação. É membro do Comitê de Ajudas Técnicas da Presidência da República (Secretaria Especial dos Direitos Humanos, SEDH/PR).

Vídeo sobre as mais variadas tecnologias assistivas, vale a pena assistir.

http://www.youtube.com/watch?v=6FrnIIsgUl0

Vídeo sobre a tecnologia na educação especial com breves depoimentos

O som do silêncio - vídeo apresentado a todas a turmas da escola na Semana Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência